O que fazer quando as contas não fecham?

Vivemos tempos difíceis em diversas áreas em meio a crise pandêmica no ano de 2020. Com perda de empregos, fechamento de empresas, desvalorização cambial de nossa moeda, fica visível que mesmo depois que a crise sanitária for superada ou contornada, teremos que lidar com a crise financeira que já está atingindo Governos, empresas e famílias. Com isso, a necessidade de gerir recursos, por mais limitados que sejam, é a melhor arma para o combate a crise instaurada.

Quando as coisas saem do controle e se tem a necessidade de gerar recursos, quais são os meios que podem ser utilizados para contornar tal situação? Ao longo deste artigo, veremos meios que podemos utilizar para evitar o tão temido colapso financeiro em nossas empresas e famílias.


Parcelamento no cartão


O cartão de crédito, quando bem utilizado, é um grande aliado na diluição de dívidas e permite maior liquidez de curto prazo. Num momento em que ter liquidez é necessário, diluir valores em parcelas que serão pagas ao longo dos próximos meses parece uma boa alternativa, até para ganhar tempo em reorganizar as finanças a longo prazo. Mesmo sendo muitas vezes apontado como vilão, o cartão possui
crédito fácil e disponível.

Entretanto, é importante ressaltar que deve ser utilizado prioritariamente para gastos essenciais, visto que os cartões geralmente possuem altas taxas de juros e pode causar um grande aumento do saldo devedor se não for bem utilizado.


Crédito direto ao consumidor


Popularmente conhecido como CDC, o crédito direto ao consumidor geralmente é fornecido dentro do pacote de serviços bancários, pré aprovado e pouco burocrático para quem possui renda estável. A vantagem de além de ser bem acessível aos correntistas, é o parcelamento em até 60 meses. A cautela com a utilização desse mecanismo, assim como dos cartões, são as altas taxas de juros.


Cheque especial


O cheque especial é uma espécie de limite extra pré aprovado como saldo nas contas-correntes. Pode ser uma alternativa visto a sua disponibilidade e fácil acesso e assim pode permitir a quem for utilizar ter acesso a recursos de forma imediata, importante para quem carece deste. Mas esse acesso prático e fácil tem um preço alto, que são justamente os juros cobrados. Todavia, esse valor varia de Banco para Banco, alguns dando prazos de carência e percentual de juros menores.


Empréstimo de familiares e amigos


Pedir dinheiro a um amigo ou a um parente que disponha de mais recursos pode ser uma ótima alternativa para fugir das burocracias impostas pelos Bancos e administradoras de crédito. Geralmente neste tipo de solução, existe maior flexibilidade para negociar prazos e taxas, muitas vezes de baixo custo. Porém, a responsabilidade deve ser redobrada no pagamento para que não possar ocorrer a geração de conflitos entre as partes, assim, rompendo amizades e laços familiares, além da própria reputação ao meu social.


Venda de bens

Quando as contas não estão fechando, precisamos rever toda a nossa rotina de gastos e levantar possibilidades de ao mesmo tempo reduzir custos e gerar receitas. A venda de bens pode ser uma alternativa para quem está disposto a colocar o trem nos trilhos, muitas vezes abrindo mão de coisas anteriormente adquiridas para que possa se restabelecer.

Esse tipo de mecanismo permite que se possa efetuar a capitalização sem custos adicionais e assim reduzir o endividamento atual. Mesmo que com isso resulte em uma redução patrimonial, permite com que possamos reorganizar nossas finanças e com isso tracejar um planejamento para adquirir novamente os tipos de bens que tivemos que abrir mão em momento de necessidade.


Como evitar o acúmulo de dívidas?


Para evitar o uso das alternativas descritas anteriormente, nada mais importante do que ter um regular controle e planejamento financeiro. Quando as receitas e gastos são medidos e conhecidos, mais o poder de gerir recursos e manter a saúde financeira alguém pode ter. Ficam algumas dicas de medidas que ajudam a evitar o acúmulo de dívidas:


– Traçar objetivos: ter em mente aonde se quer chegar. Definir planos e objetivos, como a compra de uma casa, por exemplo, nos ajudam a não gastarmos de forma desnecessária;


– Uso do cartão de crédito e cheque especial: ter o número limitado de cartões, de preferência um apenas. Utilizar preferencialmente para fazer compras necessárias e parcelar de forma que não comprometa o orçamento a longo prazo. Já o cheque especial deve ser utilizado em último caso e não deve ser visto como saldo de sua conta, e sim como um empréstimo que será pago com juros;


– Controlar as dívidas: o equilíbrio do que se ganha com o que se gasta é matemática simples – não se pode gastar mais do que se ganha. O importante é ter em mãos um orçamento e buscar cumpri-lo, reduzindo o máximo os gastos e dando maior margem para que se possa ter uma reserva de poupança, independente do valor.


– Sincronia na gestão de recursos: as famílias precisam caminhar em uma mesma direção quando o assunto é controle financeiro familiar. Conversar sobre gastos, planos a serem alcançados e metas financeiras é importante para que todos possam trabalhar juntos para que a saúde financeira familiar possa estar de acordo com o desejo de todos.

Pedro Lelis

Pedro Lelis

Administrador de empresas; Consultor em Transporte Público e Mobilidade Urbana; Acadêmico em Ciências econômicas pela UFPA; Pós graduando em Gestão de Projetos.

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